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riscos_e_rabiscos

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A Propósito de Blogs...

Gosto muito deste meu espacinho, independentemente das fases de inspiração ou desinspiração, do tempo ou da falta dele para deixar umas simples palavras ou relatar uma história idiota. O meu blog continua a resistir estoicamente a tudo e a todos, embora, de vez em quando, fique a pairar no ar à espera que eu o prenda com um cordelinho aqui ao meu dedo. Embora, de vez em quando, não seja merecedor de um singelo comentário áquilo que eu relate.

 

É, no entanto é com alguma tristeza minha (se assim se pode dizer) que constato o seguinte: será  impressão minha ou estão todos a fugir do domínio do sapo? Vejo cada vez mais blogueiros a encerrar os seus blogs ou simplesmente abandoná-los aos sabor da blogoesfera. Outros ainda, mudam de dominio por variadas razões.

 

A minha lista de blogs que costumava e costumo visitar vai diminuindo gradualmente. E eu, aos poucos, lá vou eliminando mais uns links de blogs. Depois encontro por aí tantos blogs mas são blogs de fugir a sete pés. Com conteúdos tão vazios que nem vale a pena perder tempo. E que muitos deles ainda chegam a ir para destaque. Não quero com isto dizer que o meu blog é melhor que os outros, não. Mas esta é a minha opinião.

 

Será que a época dourada dos blogs já passou e eu fiquei parada no tempo? Será que sou tão lamechas e apegada às minhas coisas que não consegui ainda libertar-me do meu espacinho de pseudo-escrita?Na realidade, nada disto me preocupa pois enquanto gostar de aqui estar, vou continuar a relatar as minhas histórias idiotas e a escrever posts que não mereçam nem um único comentário! A Miss Pepper é assim...

Não Abandone Os Seus Animais!

 

Estamos num período de férias e com isso começa o abandono e abate dos animais.

Também abandonariam um filho vosso? Também o mandariam abater porque cresceu muito ou porque tiveram outro filho?

Os animais de estimação também são ELEMENTOS DA FAMÍLIA.

Devemos amá-los, mimá-los e estimá-los como merecem pois eles são os únicos seres que nunca nos trairão e que nos serão sempre fiéis.

 

Desolada...

Lembram-se do cãozinho que acolhi da rua? Pois é. Não posso ficar mais tempo com ele e não consigo arranjar um dono para ele ou alguma associação que o aceite.

 

Já telefonei para algumas associações de animais e a resposta é sempre a mesma "estamos completamente cheios, não podemos aceitar mais animais". As pessoas com quem falei aproveitam sempre para desabafar alguma situação recente.

 

Compreendo perfeitamente que as associações estejam a abarrotar de animais pois a quantidade de animais abandonados é gritante. Inclusivamente há pessoas que têm a coragem de mandar os animais através dos muros!

 

Depois começo a pensar como é que as associações de animais conseguem aguentar-se com tantos encargos às costas. Sim porque os animais têm de comer, fazer a sua higiene e serem tratados das suas maleitas.

 

Não era nada mal pensade se cada um de nós contribuisse com qualquer coisinha para uma associação que nós conheçamos ou esteja perto de nós. Com cerca de 1 ou 2 euros podemos comprar ração seca ou húmida, detergente, arroz, etc. Se calhar até podemos dispensar este 1 ou 2 euros dos nosso orçamento, por exemplo, bebendo menos dois cafés e fazer uma acção de caridade para com os bichinhos. Eles agradecem muito e nunca se esquecem de quem é amigo deles.

 

Pensem nisso!

 

 

 

O Gato

 

Fui para a escola como todos os dias.

Desci a minha rua com a pressa habitual de quem receia perder a viagem.

Começo a ver algo no meio da rua que me parecia um cartão.

Fui-me aproximando e temendo confirmar o meu receio.

O meu receio foi confirmado por aquela visão terrível.

Era um pobre gato. Jazia morto.

Todas as suas vidas lhe tinham sido roubadas de uma única vez.

A cama de sangue que o acolhia mostrava a crueldade perpetrada.

 

Desci o resto da rua com os olhos rasos de água.

Ocultos pelos meus óculos escuros.

Assaltou-me um sentimento de revolta.

Da cabeça não conseguia afastar aquela imagem.

Pobre animal. Ali morreu e ali ficou.

Nem uma réstia de dignidade lhe deram.

Morte e abandono no meio de uma estrada qualquer.

 

O meu coração apertou-se. Um nó formou-se na minha garganta.

Um ser humano indigente que morre é acolhido por alguém.

E o pobre gato?

Ficará ali até que a sua existência seja levada pelos pneus dos carros?

Ficará à mercê deste destino que lhe ceifou as suas sete vidas subitamente?

 

Este cenário perturbou-me imenso.

Quem me conhece sabe como eu adoro animais.

Ver animais mortos - nem que sejam os pombos que tanto detesto – dilacera-me o coração!

Porque não desci a rua pelo passeio em vez de ir pela estrada?

Mais uma vez… Resisto.